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sexta-feira, 31 de maio de 2019

Às claras de novo

Após uma noite às claras lá estava ele novamente vivendo sua vida de trabalho monótona. Estar sentado numa cadeira. Diante dele o livro O Retrato de Érico Veríssimo. Neste dia em especial não queria ler, não estava mesmo era suportando a lentidão do relógio que devagar indicava as horas minuto a minuto.

Diante disso já acumulava muitas faltas e talvez não estivesse mesmo era suportando estar ali naquele lugar que definitivamente não era para si mesmo. Contudo o que não era para si mesmo era chegar virado todos os dias tendo recostado alguns minutos em seu travesseiro e cedinho "aterrissar" longe assim e na escola. Isso não. Isso teria de ser revisto, deveria dormir às 23 hs todos os dias para chegar bem ao trabalho, mas não, ficava por conta de sua ansiedade e das coisas erradas que fazia.


Isso já se tornara desespero, aliás tudo se firmara para ele como um desespero: os ônibus lentos, a chegada à escola e a quantidade de cigarros que vinha fumando.

Na verdade aquilo não era nada para ele, essa monotonia aliada às noites desesperadas. Por que passa a noite em claro mesmo sabendo das consequências que teria pela manhã? Ele, na verdade, não sabia era controlar suas experiências cotidianas, vinha se envolvendo demais com gente errada e essa gente não era muito lá boa de se mexer.  

Era necessário um equilíbrio que não poderia lhe faltar em hipótese nenhuma, necessitava pautar sua vida definitivamente com equilíbrio.Nesta hora em que escrevo estou virado e contando o relógio para que as horas passem absurdamente rápidas. Mas não, é necessário um pouco de sofrimento diante dessa proposta de ficar desviado de função. Enfim, hoje passará, mas e amanhã e depois de amanhã? Tudo ficará por conta de minha própria responsabilidade, terei de me implicar em tudo isso, assumir uma postura diferente.