Viver no limite extremo é tentar a todo momento vencer o cansaço que impera a cada manhã e quando se tem a oportunidade de dormir continuar acordado. Hoje estou no limite extremo, super cansado, esperando as horas passarem, mas sei que embora podendo acordar tarde amanhã, talvez o descanso não seja o meu destino. As horas correm muito depressa, não há tempo suficiente de recarga, sempre um tijolo depois do outro. Não poderia estar fazendo isto comigo, mas talvez hoje eu ceda e vá para a cama cedo e durma o sono dos justos, tomando certa dose de medicamentos divinos.
Estou escrevendo isto para passar o tempo mesmo, pois ficar parado no lugar onde estou é uma tortura, tem sido para mim desde que retornei ao trabalho com desvio de função, estou sendo subutilizado, esta é que é a verdade, e nos momentos entre uma escola e outra, em vez de descansar vou pra rua tentar me divertir, tentar de certa forma esquecer que tenho este tipo de compromisso: estar estagnado, parado, estático, vendo minuto a minuto as horas do relógio passarem. Aqui as horas não passam, fora daqui as horas voam. Por que será?
Com dores no corpo devido aos excessos não posso crer que resistirei por muito tempo nesta rota trágica, isso porque repleta de infelicidade para mim, no limite extremo do corpo. Mas quando estou fora daqui parece que o corpo aguenta mais, parece que o cansaço some, e tudo fica muito mais normalizado. É importante mesmo tentar distinguir entre o que me faz sentir cansado e o que não me faz sentir cansado. Estar no limite extremo tem lá as suas variáveis, mas o fato é que no ambiente de trabalho o cansaço e monotonia têm imperado de forma massacrante.
Saio daqui então, desligo o computador, não vou para casa, continuo minhas peregrinações por rua afora, meu corpo pedindo descanso e eu insistindo em permanecer acordado, vai chegando tudo ao limite extremo, nem a base de medicamento eu cedo e continuo acordado, cambaleando com olhos de peixe morto. Madrugada afora viro a noite, e me quebro todinho, quando a hora da cama chega durmo 24 horas, um sono reparador, mas posteriormente a essas 24 horas, fico mais 30 horas acordado. Sem grana, mas com recursos da lábia para permanecer fazendo o que venho fazendo de mim. Envelheço precocemente com a morte à espreita e os cabelos brancos se mostrando velozmente, como poetizara Fernando Pessoa em A Tabacaria:
Meu Blog já fora mais rico de assunto e de palavras, mas quem lerá isto afinal? É muito revelador hoje escrever sobre isso, antes as letras estelares eram astronômicas, metafísicas, hoje são muito intimistas. Este texto possui duas partes, uma iniciada antes da noite cansativa, outra depois da noite cansativa, e tudo só provou que não tenho cuidado algum com minha saúde. Já joguei fora pela janela meu equilíbrio deitei tudo fora, como tenho deitado a vida:
Para me despedir, despeço-me dizendo que as coisas ainda continuam difíceis e o cansaço ainda não me tem permitido ter frequência ao trabalho, tenho faltado bastante, não tenho tido a responsabilidade que se deve ter em setores de trabalho. Tenho fracassado em meu retorno ao trabalho, como poderei retornar à sala de aula? Eis uma questão que me entristece muito. Não posso aliar os limites extremos que venho vivendo com o trabalho, a rua se tornou então algo maçante. O trabalho então nem se fala, não pensei que eu iria cair tanto em minha vida por conta de vícios noturnos, por conta quinquilharias, pois não é nada que presta que estou fazendo, nada que presta é que estou trocando o meu descanso pelas horas vagabundas.
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| By Saulo Cruz |
Com a morte a pôr humidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.
Meu Blog já fora mais rico de assunto e de palavras, mas quem lerá isto afinal? É muito revelador hoje escrever sobre isso, antes as letras estelares eram astronômicas, metafísicas, hoje são muito intimistas. Este texto possui duas partes, uma iniciada antes da noite cansativa, outra depois da noite cansativa, e tudo só provou que não tenho cuidado algum com minha saúde. Já joguei fora pela janela meu equilíbrio deitei tudo fora, como tenho deitado a vida:
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folhas de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)
Para me despedir, despeço-me dizendo que as coisas ainda continuam difíceis e o cansaço ainda não me tem permitido ter frequência ao trabalho, tenho faltado bastante, não tenho tido a responsabilidade que se deve ter em setores de trabalho. Tenho fracassado em meu retorno ao trabalho, como poderei retornar à sala de aula? Eis uma questão que me entristece muito. Não posso aliar os limites extremos que venho vivendo com o trabalho, a rua se tornou então algo maçante. O trabalho então nem se fala, não pensei que eu iria cair tanto em minha vida por conta de vícios noturnos, por conta quinquilharias, pois não é nada que presta que estou fazendo, nada que presta é que estou trocando o meu descanso pelas horas vagabundas.

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